segunda-feira, 14 de abril de 2008

Aconteceu...







Um susto enorme!

Foi em outubro passado. Minha filha caçula, a Thaís, se queixou de dor na barriga, quase no púbis e demos a ela um analgésico, mas não adiantou e ainda teve febre. Então fomos ao pronto-socorro. Era aproximadamente meia-noite.
O médico não se levantou da cadeira, apenas a examinou de longe, pedindo para ela colocar a mão no lugar onde doía. A Regina perguntou se não poderia ser apendicite, mas ele disse que não e pediu para colher sangue e urina para examinar e receitou um soro com dipirona para baixar a febre.
Como o soro é demorado e os exames mais ainda, fomos embora quase às duas da manhã e combinei de pegar os exames no dia seguinte. A Thaís dormiu, ainda com dores e acordou às 07 horas, chorando, porque doía muito e continuava com febre. Corremos de novo ao PS, peguei os exames e passamos por outro médico, aliás, médica, mas assim como o seu colega do dia anterior, ela também não se levantou da cadeira e apenas viu os exames e concluiu que era só uma infecção urinária. Oras! Não somos médicos, mas temos experiência de vida e de filhos, claro que não podia ser infecção urinária, pois nem ardia para fazer xixi. A Rê perguntou novamente se poderia ser apendicite, mas novamente a resposta foi negativa e novamente receitaram soro com dipirona e um remédio para a tal infecção urinária.
Bem, vocês já podem imaginar como passamos o fim de semana: rezando muito e dando remédios prá Thata. A febre só cedia enquanto o remédio fazia efeito, depois voltava bem alta. No domingo, mais complicações: diarréia e vômitos, além da febre e dor.
Fomos novamente ao PS no domingo à noite e prá variar, quem nos atendeu foi outra médica, mas essa, porém, examinou, olhou os exames e disse que talvez não fosse infecção urinária, quem sabe, uma infecção intestinal e disse também que se fosse num outro hospital em Santos, com mais recursos, seria melhor.
Como o coração de mãe tem ligação direta com Deus, a Rê perguntou novamente sobre a hipótese de ser apendicite e mais uma vez a resposta foi negativa. A médica então receitou mais soros, dipironas e outros remédios, disse também que arrumaria um leito para ela descansar enquanto fosse medicada. Para a Thaís foi um alívio, pois com os remédios e os soros, a dor amenizava, mas para nós o martírio continuava.
Passamos a noite inteira acordados ao lado da Thaís, rezando e pedindo a Deus que desse um jeito nessa situação.
Durante a madrugada, encontrei um outro médico que havia me examinado alguns meses antes e contei a ele sobre a minha filha, os exames e tudo mais. Ele garantiu que infecção urinária não poderia ser, pois a urina foi colhida lá mesmo e dentro de hospitais há muita contaminação e deveria ser colhido em casa, após tomar banho. Pedi então que ele a examinasse, mas segundo ele seria antiético, pois ela já estava sob cuidados médicos.
Fui trabalhar, enquanto a Rê e a Thata permaneciam no PS até que fosse realizado um ultra-som, o que só foi feito às 13 horas, no Centro de Especialidades. Foram de ambulância, mas a Rê não pôde entrar junto com a Thata, apenas a enfermeira que as acompanhava. Após dois minutos de ultra-som, isso mesmo, “dois minutos”, elas retornaram ao PS onde outra médica disse que elas poderiam ir prá casa pois o ultra-som não acusava nada, estava tudo certo segundo o exame. A Rê me ligou e eu as levei embora. Dormimos cedo devido ao cansaço.
No dia seguinte, 4ª-feira, saí mais cedo do trabalho com a intenção de levar a Thata ao médico que encontrei na madrugada, mas ele já havia ido embora e só tinha horário para o dia seguinte no final da tarde. Conversei com a Rê e decidimos levar a Thata num outro médico, agora particular, na manhã seguinte. Foi a nossa sorte, ou melhor, foi a resposta de Deus as nossas orações. Assim que a examinou, o Doutor disse que provavelmente era “apendicite”. Vocês acreditam? Ele olhou os exames todos e disse que seria melhor fazer um novo ultra-som, só que lá na clínica não dava para fazer naquele dia, só na 6ª-feira.
Corremos então para achar algum lugar que fizesse, mas cidade pequena sabem como é, tudo é mais difícil, ficou para o dia seguinte.
Na 5ª-feira tentamos fazer o ultra-som, mas como não parava nada no estômago da Thata, foi quase impossível encher a bexiga para realizar o exame. Ela vomitava até a água.
Lembrei então que era dia 25, dia de Frei Galvão, nosso primeiro Santo brasileiro. O Santo das pílulas que curam. (saiba mais aqui!)http://www.saofreigalvao.com/w3c_novena.asp
Como não havia tempo para mandar uma carta pedindo as pílulas, eu rezei fervorosamente pedindo a intercessão de Frei Galvão e resolvi fazer as pílulas eu mesmo. Peguei papel e lápis e recortei as tiras. Descobri então que a TV Canção Nova iria transmitir a novena e a missa às 19 horas com a benção das pílulas.
Participamos pela televisão, rezando muito e após a benção, demos as pílulas para a Thata tomar com água benta.
Voltamos à clínica na 6ª-feira para levar o ultra-som e o médico ficou assustado com o que viu. Disse que precisava interná-la imediatamente, pois além da apendicite, havia mais alguma coisa, mas só operando para saber. Começou a correria para arrumar uma vaga em algum hospital em Santos e conseguimos no Hospital Guilherme Álvaro. A Thata foi com a Rê de ambulância e eu fui pegar roupas em casa para elas e fui de carro até Santos.
Chegando lá, mais uma surpresa! Eu não pude entrar porque a Thaís foi internada na enfermaria e só tinha direito a um acompanhante. A Rê ficou com ela, enquanto eu fui para o carro e passei mais uma noite acordado, rezando incessantemente. Rezei o rosário várias vezes, intercalando com orações espontâneas e pedindo a intercessão de Nossa Senhora e de todos os santos que eu lembrava o nome.
Na manhã seguinte, oito dias após a dor começar, a Thaís finalmente foi para a cirurgia. Nós a acompanhamos até a entrada do centro cirúrgico. Ela estava abatida, tinha perdido 7 kg e claro, nervosa e com medo também.
Demos a benção que costumamos dar todas as noites antes dela dormir e falamos rapidamente com a médica responsável pela cirurgia. Ela nos disse que se fosse só o apêndice, levaria uns quarenta minutos, mas como havia a possibilidade de existir algo a mais era melhor esperarmos e quando terminasse iriam nos avisar na sala de espera.
Não sei se vocês já passaram por situação parecida... É horrível! A sua filha sofrendo muito, com medo e indo para uma cirurgia que não se sabe exatamente o que vão encontrar. Meu Deus do céu!!! Se pudéssemos, eu ou a Rê trocaríamos de lugar com ela. Continuamos com a sensação de completa impotência. Não havia nada a fazer, a não ser rezar cada vez mais.
Passaram quarenta minutos, cinqüenta, uma hora, duas... E finalmente, três horas e meia depois vieram nos avisar que a cirurgia havia terminado. O médico assistente disse que o apêndice estava necrosado devido a demora em diagnosticar a doença e que a trompa estava com aderência , ou seja, o orgão doente estava contaminando e infeccionando os outros orgãos próximos, tanto é que tiveram que retirar a trompa direita, pois já estava necrosada também.
Quando ouvimos isso, ficamos chocados e a Rê começou a chorar.
Por causa da negligência dos médicos do PS, que demoraram em diagnosticar um simples caso de apendicite, a minha filha de apenas 13 anos tinha acabado de perder uma trompa. Mas aí no meio disso tudo, o médico falou algo que chamou nossa atenção. Ele disse: “Essa menina tem uma proteção divina muito grande, porque do jeito que estava, era para pegar uma infecção generalizada e ela não sobreviveria”.
Deus respondeu às nossas orações mesmo! Muitas pessoas não suportam mais que três ou quatro dias com o apêndice suporado, a Thata suportou oito dias e com o apêndice necrosado, podre e infeccionando os outros orgãos.
Deus é maravilhoso! Claro que nada disso precisava acontecer, mas já que aconteceu, temos que agradecer e testemunhar a misericórdia de Deus conosco. Aliás, tenho que agradecer também a alguns amigos que nos ajudaram rezando quando souberam do acontecido. Não tivemos tempo de avisar a todos, mas a oração de vocês foi fundamental. Deus atendeu as nossas preces.
Por fim, gostaria de dizer que se você tem algum problema que parece sem solução, aqui vai um conselho:
Reze, ore incessantemente, pedindo ajuda do nosso Deus, pois Ele pode tudo e faça tudo o que for possível para resolver este problema como se tudo dependesse apenas de você.
Faça o possível e deixe que Deus cuide do impossível.
Deus te abençoe!

4 comentários:

Marisa Figueiredo Bragalia disse...

Que bom que o Deus do impossível cuidou de tudo.
Mas me indigna o problema dos médicos que não têm a devida presença de espírito e erram.

Marcos disse...

Marisa, você tem razão, mas o segredo para os médicos errarem menos é orar constantemente. Infelizmente, assim como nós eles falham as vezes.
Obrigado pelo comentário. Um grande abraço e que Deus a abençoe!

Suzana Neves disse...

Me chamo Suzana e passei exatamente pela mesma coisa que a sua filha aos 5 anos de idade. Os médicos não quiseram me examinar, então minha mãe orou e os amigos tb. Até q uma médica colocou a mão na minha barriga e, só com um toque, descobriu q era apendicite e que era muito grave.
O meu deu pus e estourou. O médico desligou todas as aparelhagens pq disse q não tinha mais nada a ser feito. E se eu tivesse viva ainda, dois dias depois ele ia me abrir pra ver o que ele poderia fzr. Mas Deus me curou! E no dia q ele ia me abrir, eu estava me sentindo bem e nos exames não acusava nada de errado. Aqui vai meu email, caso tenha perguntas: susisync_2704@hotmail. Hoje eu tenho uma cicatriz horrível na barriga, como prova! Deus abençoe vcs!

Marcos disse...

Suzana, obriado pelo seu comentário!
Devemos sempre testemunhar as maravilhas que Deus realiza em nós, pois o testemunho é uma importante forma de evangelização.
Minha filha também ficou com uma cicatriz na barriga, mas eu particularmente, acho linda, pois toda vez que a vejo eu me lembro do milagre que Deus realizou na nossa família.
Um abraço e que Deus te abençoe!

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