domingo, 18 de maio de 2008

Aconteceu... Amigo, um tesouro valioso!


Falar de amigos é sempre bom. A amizade verdadeira é um presente de Deus.


Na Bíblia está escrito:


"...Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro.
Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.
Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo.
Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante". (Eclesiástico - 6,14)

Como a Rê já falou de um casal muito amigo, vou aproveitar para falar de outro grande amigo que conhecemos há pouco mais de dez anos, mas parece que o conhecemos desde crianças, devido ao afeto e aproximação que temos com ele. O padre Gilmar. Nós o conhecemos no início de 1998 em São Paulo, no Parque São Domingos. Gilmar era seminarista e veio morar na casa paroquial para estudar Filosofia e Teologia. Como participávamos de tudo na igreja, fomos nos conhecendo e a música acabou nos aproximando bastante, porque ele tocava violão e nós começamos a cantar nas missas. Nossa amizade se fortaleceu, ele freqüentava nossa casa e passou a ver de perto as dificuldades que enfrentávamos, principalmente a financeira. Ele poderia muito bem ter se esquivado, pois era somente um irmão da comunidade, sem dinheiro e aparentemente sem ter o que fazer neste caso, só poderia rezar. Pois bem, ele rezava mesmo, muito e também nos ajudava com conselhos, palavras, orações e não deixava que ficássemos desanimados. Sempre insistia para irmos à missa durante a semana para termos força e não desistir e, graças a Deus, íamos todas as noites. A tribulação naquela época foi intensa e dolorida. Eu e a Rê estávamos desempregados, com três filhos pequenos e pagando aluguel, ou melhor, tentando pagar. Faltava quase tudo: luz num dia, água no outro (por falta de pagamento), mas a Providência de Deus sempre chegava na hora certa. Ganhávamos roupas, alimentos e tudo que necessitávamos para viver. Não era da maneira que queríamos, pois seria mais fácil se tivéssemos um bom emprego e comprássemos tudo, mas Deus deixou que naquele momento fosse diferente e que contássemos com a ajuda das pessoas. Foi humilhante, doído, mas necessário para nosso crescimento e o Irmão Gilmar ajudou muito e sempre nos lembrava de que um dia tudo isso ia passar, pois Deus estava no comando e não queria nosso sofrimento. O ponto culminante aconteceu quando estávamos devendo quase cinco meses de aluguel e alguém da imobiliária foi nos avisar de que estavam entrando com o processo de despejo, pois não era mais possível esperar pelo pagamento atrasado. Quase entramos em desespero! O que fazer? Para onde correr? Como arrumar dinheiro? E nossos filhos? Não podíamos ir para a rua com três filhos pequenos. Fomos à igreja e conversamos com o Irmão Gilmar, choramos junto e rezamos insistentemente até o final da missa e depois continuamos lá, nos bancos da igreja, sem saber o que fazer e ainda chorando. Eu me lembro que estávamos nós três, eu, a Rê e a Thaís, nossa filha que era bem pequenininha, o Irmão Gilmar e mais atrás, no fundo da igreja, três mulheres que entraram para rezar. Eu estava cansado e tinha chegado no meu limite para aquela situação e fui até a capela do Santíssimo, ajoelhei-me em frente ao Sacrário e disse para Jesus que eu não agüentava mais, que não dava mais para suportar e como não tinha como pagar o aluguel que estava desistindo de tudo, de rezar, de ir à igreja e que iria embora para esperar ser despejado. E tudo isso eu disse chorando muito, desabafando com Deus, abrindo meu coração como nunca havia feito antes. Levantei e fui chamar a Rê para irmos embora, mas o Irmão Gilmar estava preocupado conosco e não queria que saíssemos de lá assim, tão nervosos e continuava pedindo para termos fé que Deus iria agir. Nesse momento, as mulheres que estavam rezando no fundo se aproximaram e disseram que ouviram boa parte da nossa conversa e perceberam que era grave a nossa situação. Pediram também que aguardássemos dez minutinhos que elas voltariam para nos ajudar. Bem, para quem estava esperando há tanto tempo, dez minutos não era nada, e ficamos ouvindo o Irmão tentando nos acalmar. Logo em seguida as mulheres chegaram com seus maridos e com o padre Donizete e para nossa surpresa, chegaram com a ajuda que precisávamos. Os maridos confirmaram com o padre quem éramos, a situação em que nos encontrávamos e juntos, resolveram pagar os aluguéis atrasados. Foi impressionante! Um verdadeiro milagre em nossa vida. Passamos do inferno ao Céu em minutos. Imediatamente, me dirigi a capela e fui, muito arrependido e sem graça, retirar tudo que havia dito minutos antes para Jesus. Continuava chorando, só que agora era de alegria. No dia seguinte, logo pela manhã, fui à imobiliária com o Jaime (um dos maridos) e pagamos tudo. E como Deus sempre faz a obra completa, eles continuaram pagando nosso aluguel até que eu arrumasse um emprego, o que de fato aconteceu alguns meses depois.

Milagres acontecem para aqueles que acreditam. Se você está passando por um momento difícil, que parece sem solução, não se desepere, acredite, Deus está vendo tudo e não te abandonará. Coragem! Deixo aqui um agradecimento especial ao padre Donizete e a esses casais que muito nos ajudaram: Jaime e Ângela, Walter e Marli, Lelo e Sílvia e claro, ao querido amigo Gilmar que hoje é padre graças a Deus. Sem sua fé e força acho que não conseguiríamos. Que Deus o abençoe sempre!


"Amigos são para sempre, como Eterno é nosso Deus. Como amigos diremos até breve e não adeus".

Anjos da Guarda...eles existem!


Moramos aqui em Itanhaém há quase cinco anos e deixamos em São Paulo, nossa cidade natal, parentes, filhos e muitos amigos. Entre esses amigos, um casal especialmente amigo. Digo, especialmente porque eles foram e são muito especiais na nossa vida ainda hoje. Sabe aquelas pessoas que, pode passar o tempo que for e a gente não consegue esquecer? Então, eles são assim... especiais, queridos, gente boa mesmo daquelas que a gente não se cansa de estar junto. Falo do Paulo e da Rita. Eles são dentistas em São Paulo e trabalham muito prá manter os 3 filhos na faculdade e ainda servem a Deus na comunidade. Posso dizer também, com muita tranquilidade, que são nossos anjos da guarda!
Durante certo tempo, eu e minha família passamos por uma situação financeira muito difícil, dessas em que tudo (de ruim) acontece ao mesmo tempo e, naquele tempo a gente ainda não conseguia lidar muito bem com a situação com serenidade, porque nunca havíamos passado por situação semelhante, com tanta dificuldade.
Bem, o Paulo e a Rita nessa época tocavam num ministério de música, me lembro bem... “Som do céu” e eles eram muito bons. Ainda começávamos nossa longa caminhada na RCC e naquela época havia muitos congressos, cenáculos, enfim muitos eventos da RCC em São Paulo e nós acompanhávamos com muita euforia tudo aquilo. Pra mim, Paulo e Rita e todo o resto da banda eram inacessíveis, distantes. Mas, por um acaso eles eram da mesma comunidade paroquial que a nossa e fatalmente começamos a nos conhecer melhor. Eu tocava violão e acabou que eu e o Marcos fomos cantar nas missas e o Paulo e a Rita tocavam e cantavam nas missas também. Por um bom tempo eu não acreditava que poderia ter uma amizade legal com eles, por que vivíamos uma situação muito, muito difícil e não dava pra fazermos parte do grupo de amigos deles devido nossa situação financeira (era o que nós pensávamos). Mas como pra Deus nada é impossível e quando Ele quer não adianta a gente discutir, aconteceu que fomos nos aproximando cada vez mais a partir das dificuldades lá de casa.
Estávamos numa situação tão delicada que não podíamos nem comprar o alimento necessário pro dia a dia. A Thaís era muito pequena, tomava muito leite com Nescau e muitas vezes nós não tínhamos como comprar, pois estávamos desempregados, as contas foram acumulando, tentávamos pagar o aluguel, várias vezes cortaram a luz, a água, enfim, o dinheiro não dava e nossa vida era muito complicada. Mas nunca nos afastamos de Deus, pelo contrário, era só o que nos restava. Não saíamos da igreja.
Lembro-me que nas missas e nos grupos de oração eu chorava muito, me sentia perdida, sem solução pros nossos problemas e as pessoas da comunidade ficaram sabendo da situação (talvez porque eu chorava frequentemente) e se dispuseram a nos ajudar. Um dos primeiros casais que foi a nossa casa levar alimento, quem diria, foi o Paulo e a Rita e ainda me lembro que a Páscoa estava chegando e eles levaram até ovos de Páscoa pros nossos filhos (a Fernanda e o Marquinhos eram pequenos ainda). Lembro-me também que não acreditei quando os vi no portão da minha casa, da minha humilde casa levando aquele monte de coisas. Desse dia em diante a amizade foi crescendo, a imagem que eu tinha deles de pessoas diferentes de mim foi se apagando e sempre que nos encontrávamos conversávamos bastante e gente, vocês não sabem como é bom conversar com eles! A Rita é a delicadeza em pessoa e tem uma sabedoria que vem de Deus mesmo, pessoa de oração, que transmite segurança e que tem muita firmeza nas decisões, tem o dom da oração e o dom de acalmar tudo o que tiver atribulado. O Paulo, meu Deus, o que dizer do Paulo... pessoa gentil, boníssima, correta, solícita, de um humor ímpar (a gente ri muito com ele) e um homem de Deus que canta e toca violão como ninguém e toda vez que me via chorando ele cantava pra mim uma canção que diz assim: “... Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos, Deus faz novas todas as coisas!...” E de tanto que eu chorava essa canção se tornou um hino a mim e uma profecia também. Deus fez maravilhas na minha vida, ainda faz e fará novas todas as coisas.
Tenho a dizer que aprendi demais com esse casal e com seus filhos (Bruna, Mirella e Breno). Morro de saudades deles, das conversas, das canções, das festinhas na casa deles, aliás, ninguém faz festa como eles e admito que me enganei quando achei que eles eram muito distantes do meu mundo. Ao contrário, são pessoas muito próximas de todo tipo de gente, sem discriminação e principalmente sem olhar se temos dinheiro no bolso. Foi um tempo muito difícil e de muita humilhação pra minha família devido à falta de dinheiro e a falta de tudo, mas mesmo assim através deles conhecemos muitas pessoas de Deus e todas foram muito solidárias conosco durante esse tempo difícil. Conhecemos um coral católico inteiro (umas 60 pessoas) e fizemos parte dele durante um bom tempo. Quanta gente boa nesse coral... "Cantores da Glória", que saudades!
Amamos vocês e fiz questão de falar de vocês no blog porque continuam, apesar da distância, sendo muito importantes na nossa vida.
Vocês são inesquecíveis e que Deus os abençoe muito a cada dia!
Resolvi escrever sobre esses meus amigos hoje, porque me senti meio angustiada e triste devido a alguns problemas que aconteceram e estão acontecendo comigo nessa semana, mas que em nome de Jesus serão resolvidos da maneira que Ele quiser e acabei chorando. Daí lembrei-me da música, deles e dos bons amigos que deixamos em Sampa.

Anjos da Guarda também são pessoas que Deus coloca no nosso caminho prá mostrar a direção certa a ser seguida, através de palavras, ações ou simplesmente prá mostrar com a vida que tudo é possível aos olhos da fé.
Que Deus abençoe a todos!

domingo, 11 de maio de 2008

Aprendam com as crianças



videoEste vídeo é antigo, foi feito durante a ECO/92 no Rio de Janeiro, uma Conferência mundial sobre Meio Ambiente com vários países, onde foram apresentadas propostas para a Agenda 21 (um documento com intenções e comprometimentos de melhorias para este século).


A qualidade não é tão boa, mas dá para ver e entender direitinho o que a menina que tem entre 12 e 13 anos falou (tem legenda).


Não é a toa que na Bíblia está escrito: "... Jesus, porém, chamou-as e disse: Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas" (São Lucas 18,16).
Não há muito o que dizer, o vídeo mostra uma menina falando como deveríamos agir.

Devemos respeitar o próximo, pensar com carinho naqueles que virão depois de nós. Nem sempre é fácil, temos o costume de pensar egoisticamente, talvez por instinto de sobrevivência, mas quando passamos a pensar e agir em favor do próximo o nosso coração se alegra e aí começamos a ser pessoas livres, de todo desamor, do preconceito, da maldade e de tudo aquilo que nos faz mal. Por isso as crianças são puras, porque mesmo quando se irritam é por pouco tempo, logo esquecem e começam a brincar novamente. Não guardam mágoas nem rancores. Exatamente como Deus quer que todos nós sejamos.


Que tal aprendermos com as crianças?

sábado, 10 de maio de 2008

Aos pais

"Texto de Affonso Romano de Sant’Anna”


Enviado por Angela e Tadeu

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre, e, às vezes com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias de igual maneira.
Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil...
E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração:
incômodas mochilas da moda nos ombros.
Ali estamos com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoa, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chiclete e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas “pestes”.
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe, torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar), para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de re-editar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Aprendemos a ser filhos depois que somos pais...
“Só aprendemos a ser pais depois que somos avós”

Quando li esse texto, logo me veio a mente o dia em que me casei e em seguida tive meu primeiro filho (hoje sou mãe de três). Comecei a pensar, ou melhor, repensar em tudo o que aconteceu em minha vida e com que rapidez tudo foi acontecendo. Me lembrei da minha imaturidade, da teimosia, da insistência em não admitir os erros que cometi na criação dos meus filhos, enfim, coisas que só pude perceber enquanto o tempo passava, meus filhos cresciam e a percepção só chegou definitivamente quando me tornei avó. Gente, é sublime!
Meu filho mais velho, o Marquinhos, casado e pai das meninas também comentou comigo certa vez numa conversa informal, que começava a perceber os erros que havia cometido no passado (não tão distante) e penso que assim ele estava crescendo como pai. Consequentemente, com a chegada das netinhas (Rafaela e Júlia), aprendi a ser uma mãe um pouco melhor e uma avó extremamente preocupada com o bem estar delas. Concordo com a frase final: "Só aprendemos a ser pais depois que somos avós" e agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade que Ele me deu de formar uma família tão linda!
Se você é pai, mãe, avô ou avó aproveite bem os momentos em que podem estar com seus filhos e netos. O tempo passa muito rápido e quando você perceber pode ser tarde demais e só restar a saudade.
A família é dom de Deus, aproveite!!!!

Aconteceu...







Deus nos surpreende sempre, mesmo na dor.


Foi em março de 2001, mais precisamente, num domingo.
Morávamos em São Paulo e meus pais em Itanhaém. Apesar de ser perto, não nos encontrávamos com tanta freqüência, pelo menos, da maneira como gostaríamos que fosse. Sabe como é, cada um com seus compromissos, a correria do dia a dia, falta de tempo e falta de dinheiro também.
Eu estava desempregado há um mês mais ou menos e aí, nessa situação, por mais que se queira é difícil não esquentar a cabeça e manter a serenidade. A Rê também estava desempregada e como pagávamos aluguel e com três filhos em casa, você pode imaginar como estávamos nos sentindo. Apesar de toda essa situação, sempre fomos muito unidos e para não desmoronar, buscávamos força na igreja, nas missas.
Chegamos em casa após a missa da noite e a Rê me perguntou se eu não iria ligar para a minha mãe (foto), pois já fazia mais de duas semanas que não conversávamos. Acho que intimamente eu gostaria de ligar quando tivesse boas notícias, como um novo emprego, por exemplo. Mas resolvi ligar e foi muito bom. Não sou de ficar muito tempo ao telefone, mas nesta noite, conversei por mais de uma hora. Minha mãe estava preocupada conosco e eu tentava acalmá-la, pois ela já tinha preocupações demais com os filhos (tenho quatro irmãos e apenas um solteiro que morava com ela), com meu pai (ambos estavam nervosos por causa de uma grande dificuldade na empresa deles), com as contas a pagar, enfim, com tudo aquilo que nos atormenta em nosso cotidiano.
Consegui que ela se acalmasse e a conversa fluiu muito bem. Lembramos de várias situações da minha infância, de quando eu era bem pequeno e ela me levava de mãos dadas à escola, quando mudamos para Porto Alegre e moramos lá durante seis anos, do acidente de carro que ela e meu pai sofreram e ela levou mais de cem pontos no rosto, do meu casamento, de quando ela se tornou vovó, enfim, demos muitas risadas, mas choramos também, emocionados com as dificuldades lembradas e pedimos perdão pelos erros cometidos um contra o outro. Foi uma experiência maravilhosa, nunca tinha feito nada parecido com isso.
Conversamos sobre Deus também, é claro! Minha mãe sempre rezou muito e fez questão que eu e meus irmãos fizéssemos a primeira comunhão e participássemos das missas quando crianças, mas depois que crescemos, ela parou de nos cobrar e como acontece com muitos adolescentes, fomos deixando a igreja de lado... e ela também! Minha mãe passou a rezar somente em casa, até que, finalmente, depois de casado, voltei a freqüentar a igreja e conhecemos a Renovação Carismática Católica e consegui junto com a Rê, levar meus pais de volta à igreja. Participávamos juntos de um grupo de oração até eles se mudarem para Itanhaém. Graças a Deus, eles continuaram participando ativamente, e por isso, era natural que nossa conversa fosse para este lado.
Falamos das maravilhas que Deus havia realizado em várias situações vividas até ali e das que estavam por vir. Lembrei-a de que é sempre melhor mostrar o tamanho do seu Deus para os problemas do que mostrar o tamanho dos problemas para Deus e por fim prometi que antes de dormir iria rezar por ela, pedindo a intercessão de Nossa Senhora para que a vontade de Deus fosse feita.
Desliguei o telefone e estava me sentindo ótimo, reanimado e feliz com tudo que tinha acontecido. Parei em frente à imagem de Nossa Senhora das Graças que temos em casa, ajoelhei-me e rezei, entregando minha mãe nos braços de nossa mãe Santíssima e fui dormir.
No dia seguinte, meu irmão que morava em Itanhaém me ligou às 11 horas mais ou menos, para me avisar que minha mãe havia falecido. Foi um choque horrível! A pior experiência de morte pela qual passei até hoje. Minha mãe sofreu um infarte repentino e fulminante, não deu tempo de ser socorrida, morreu a caminho do hospital.
Foi muito triste e dói demais até hoje. Creio que só quem já passou por isso sabe como é a sensação de ter o cordão umbilical cortado pela segunda vez. Você perde a referência do mundo, o chão se abre, você pensa em tudo e não pensa nada ao mesmo tempo.
Já se foram mais de sete anos e a saudade aperta, torce o coração e dói muito, mas a esperança em Deus e a certeza da ressurreição e de que um dia vamos nos encontrar no céu é maior que tudo e assim, Deus vai curando meu coração.
Hoje vejo que aquele telefonema, a conversa, o pedido de perdão e tudo o que aconteceu, foi um presente de Deus para mim. Foi uma despedida sem que eu soubesse, mas agradeço de coração. Foi um lindo presente.
Meus irmãos, resolvi escrever esta história hoje de propósito, véspera do dia das mães. Eu sei que na verdade, todos os dias são dias das mães, mas isso não importa, o que importa é que você que tem a graça de ter sua mãe viva, deve agradecer a Deus e dar um grande, apertado e delicioso abraço em sua mãe, ou pelo menos telefonar se estiver muito longe dela.
Ninguém é eterno, todos nós vamos passar pela experiência da morte um dia, por isso é necessário que deixemos de lado todas as picuinhas, ciúmes, brigas, invejas ou qualquer problema que você tenha com sua mãe, parentes ou amigos.
Nunca é tarde para pedir perdão. A falta de perdão endurece o coração, nos deixa tristes e a tristeza mata.
Reconcilie-se com as pessoas e viva mais e melhor. Não deixe para amanhã, pode ser tarde demais.
Se você é mãe, deixo aqui um beijo carinhoso, um abraço bem apertado e o desejo de que Deus abençoe a sua vida e de sua família sempre!
Se você não é mãe, beije e abrace a sua com muita alegria, isso fará bem a vocês.
Deus te abençoe!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Bordados da vida

Texto enviado por Giovanna








Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo.


Ela respondia que estava bordando.



Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada, e repetia: “Mãe, o que a senhora está fazendo?”



Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos...Eu não entendia nada.



Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: “Filho, saia um pouco para brincar, e quando terminar meu trabalho eu chamo você e lhe coloco em meu colo. Deixarei que veja o trabalho de minha posição.



Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outras claras? Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados? Por que estavam tão cheios de nós e pontos? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?



Um dia, quando eu estava brincando no quintal,ela me chamou. “Filho, venha aqui e sente em meu colo”.



Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer. Lá de baixo parecia tão confuso! E, de cima, eu vi uma paisagem maravilhosa!” Então minha mãe disse:



- “Filho, de baixo para cima parecia confuso e desordenado porque você não viu que na parte de cima havia um belo desenho...



...Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo”.



Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: “Pai, o que estás fazendo?”Ele parece responder: “Estou bordando a sua vida, filho”.



E eu continuo perguntando: “Mas está tudo tão confuso...Pai, tudo está desordenado. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros... Por que não são mais brilhantes?”



O Pai parece dizer: “Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se...confie em mim. Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo, e então vai ver o plano da sua vida da minha posição”.



As vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.



É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando.



Que Deus faça de sua vida um lindo “bordado”!

Simplicidade




Sexta-feira passada (25/04) fui com o Marcos, a Thaís e um casal de amigos a São Vicente para participar da entrega do título de cidadão Vicentino ao Monsenhor Jonas Abib, em seguida houve a missa e depois o show do Dunga.
Foi simplesmente maravilhoso e maravilhosamente simples! Na missa, músicas que toda a assembléia cantava com alegria, músicas conhecidas, antigas até! Mas, a Canção Nova é um caso à parte: tudo o que vem dela é cheio de simplicidade e poder de Deus.
O show, a mesma coisa. Se não me engano o Dunga cantou apenas uma música do CD novo, as outras todas, todo mundo cantou e rezou junto. Foi lindo!
O que quero dizer com isso? Quero dizer que é na simplicidade que habita o Espírito Santo de Deus, foi na simplicidade que Jesus nasceu e viveu e é com simplicidade que nós, servos de Deus atingiremos os corações sedentos d'Ele. Maria Santíssima viveu e aceitou com simplicidade os desígnios de Deus para si e rezava com simplicidade.
Rezar é simples!E os resultados vindos da oração feita com o coração são o reflexo do poder de Deus. Experimente! Reze, reze, reze sem desanimar e Deus fará coisas maravilhosas na sua vida e na vida dos seus! Deus abençoe você e sua família!

Padre Élcio, mps é homenageado!




No dia 18 de abril, o Pároco da igreja Santa Teresinha do Menino Jesus foi homenageado pela Câmara Municipal, com o título de Cidadão Itanhaense, cujo projeto teve iniciativa do Vereador Luis Barbosa.
Padre Élcio recebeu esta justa homenagem por seus relevantes serviços prestados à comunidade de Itanhaém. Ele é um padre incansável e batalhador, pois quando chegou aqui em Itanhaém, há mais ou menos seis anos, havia muitas comunidades com sede de Deus, queriam participar das missas, principalmente aos domingos, mas nem sempre era possível, porque o padre Albino não conseguia suprir a necessidade do povo, era um só para muitos bairros. Padre Élcio chegou disposto a trabalhar e rapidamente deu uma cara nova as comunidades, construindo igrejas, salas para catequese, salões paroquiais, mas principalmente evangelizando as pessoas com muito louvor, música, orações, missões, novenas, formações, ou seja, vivendo o carisma da CMPS (Comunidade Missionária Providência Santíssima), sendo comunhão para a missão. Um missionário do poder do Pai, chamado a devolver, no coração da humanidade, o lugar de Deus, formando uma família missionária a serviço das paróquias, obedientes ao bispo, em comunhão com o presbitério de cada Igreja particular.
Confiando no poder de Deus, padre Élcio segue em frente, sempre fazendo a vontade de Deus e com esta homenagem ele se torna o primeiro padre a receber este título em Itanhaém. Parabéns padre Élcio, nós como seus paroquianos nos sentimos muito felizes e pedimos ao Espírito Santo que continue abençoando sua vocação e que Maria Santíssima o proteja sempre!

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