segunda-feira, 9 de junho de 2008

Fardos inúteis

Texto enviado por Angela e Tadeu

Conta uma lenda, que dois monges atravessavam uma área deserta, quando diante de um rio violento, avistaram uma linda jovem que tentava atravessá-lo sem sucesso.
Um dos monges, não sem dificuldades, atravessou o rio, e colocando a mulher em suas costas conseguiu atravessar o rio em segurança.
A jovem abraçou-o agradecida, comovida com o seu gesto e seguiu seu caminho.
Retomando a jornada, o outro monge que assistiu a tudo calado, repreendeu o amigo,
falando do contato carnal que houve com aquela jovem, da tentação de ter aquele contato mais direto com uma mulher, o que era proibido pelas suas leis. E durante um bom trecho do caminho, esse monge falou sobre a mulher e sobre o pecado cometido,
até que aquele que ajudou a jovem na travessia falou: Querido amigo, eu atravessei o rio com a jovem e lá eu a deixei, mas você ainda continua carregando-a em seus pensamentos!
Assim, todos sabem que Deus não nos dá fardos maiores que aqueles que podemos suportar, e muitos dos nossos fardos já poderiam estar abandonados em outras curvas da vida, mas nós insistimos em carregá-los!
Levamos nossas dores e frustrações ao extremo, dramatizamos demais, multiplicamos cada dor, cada ofensa, cada contrariedade e por isso, não conseguimos relaxar, perdoar ou mesmo sermos felizes, pois o peso que vamos acumulando em nossas costas são demais para qualquer pessoa!
Neste dia, eu lhe convido a uma reflexão: Quais são os fardos que você continua carregando e que já não estão mais com você? Qual é a dor que você anda revivendo e fazendo com que velhas feridas voltem a sangrar? Por que você não consegue perdoar quem lhe magoou? Quantas oportunidades você anda deixando para trás por estar amarrado ao passado?
Desarme-se dos velhos pensamentos, do espírito da revolta, da tristeza. Hoje é dia de desmontar o velho acampamento do comodismo e seguir adiante na longa jornada que a vida apresenta. Quanto mais leve a sua mochila, mais fácil à subida rumo à felicidade!

domingo, 1 de junho de 2008

O que está acontecendo no mundo?

Assistindo à televisão, ouvindo rádio, lendo jornais e navegando na internet estava observando como existem coisas malucas ultimamente: Pais que matam filhos, filha que mata os pais e a avó para ficar com a herança, brigas no trânsito que levam a morte, crianças de cinco, seis anos treinando boxe Tailandês e batendo pra valer em outras crianças e mais um monte de atrocidades por aí.
O que está havendo? Será que o ser humano está enlouquecendo? Perdendo a razão?
Não, não é nada disso. Simplesmente isso tudo é falta de Deus e como Deus é amor, está faltando amor para muita gente. Gente que busca algo mas não sabe o que é e por procurar errado acaba encontrando confusão, violência, drogas, prostituição, etc.
Precisamos estar atentos a tudo que acontece para agir quando necessário, conversando, ensinando, mostrando o caminho certo e evangelizando sempre. E tudo isso com muita oração, pois a oração é o combustível que move as pessoas até o coração de Deus.
A luta é dura e árdua, mas com Deus temos a certeza da vitória, portanto, não desanime, mesmo que você se sinta fraco e desmotivado, porque nessa hora o Espírito Santo vem em nosso socorro e nos mostra como fazer, o que falar, de que maneira agir.
Não se esqueça de que Jesus disse que nunca nos abandonaria e que enviaria o Espírito Santo para nos ajudar e proteger. E Jesus quando fala, cumpre.
Para terminar, vou deixar uma oração que é muito útil e poderosa. Quando precisar, reze com fé: "Vinde Maria, chegou o momento. Valei-nos agora e em todo tormento. Mãe da Providência prestai-nos auxílio, no sofrimento da terra e no exílio. Mostrai que sois Mãe de Amor e de Bondade, agora que é grande a necessidade.
Amém."




domingo, 18 de maio de 2008

Aconteceu... Amigo, um tesouro valioso!


Falar de amigos é sempre bom. A amizade verdadeira é um presente de Deus.


Na Bíblia está escrito:


"...Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro.
Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.
Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo.
Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante". (Eclesiástico - 6,14)

Como a Rê já falou de um casal muito amigo, vou aproveitar para falar de outro grande amigo que conhecemos há pouco mais de dez anos, mas parece que o conhecemos desde crianças, devido ao afeto e aproximação que temos com ele. O padre Gilmar. Nós o conhecemos no início de 1998 em São Paulo, no Parque São Domingos. Gilmar era seminarista e veio morar na casa paroquial para estudar Filosofia e Teologia. Como participávamos de tudo na igreja, fomos nos conhecendo e a música acabou nos aproximando bastante, porque ele tocava violão e nós começamos a cantar nas missas. Nossa amizade se fortaleceu, ele freqüentava nossa casa e passou a ver de perto as dificuldades que enfrentávamos, principalmente a financeira. Ele poderia muito bem ter se esquivado, pois era somente um irmão da comunidade, sem dinheiro e aparentemente sem ter o que fazer neste caso, só poderia rezar. Pois bem, ele rezava mesmo, muito e também nos ajudava com conselhos, palavras, orações e não deixava que ficássemos desanimados. Sempre insistia para irmos à missa durante a semana para termos força e não desistir e, graças a Deus, íamos todas as noites. A tribulação naquela época foi intensa e dolorida. Eu e a Rê estávamos desempregados, com três filhos pequenos e pagando aluguel, ou melhor, tentando pagar. Faltava quase tudo: luz num dia, água no outro (por falta de pagamento), mas a Providência de Deus sempre chegava na hora certa. Ganhávamos roupas, alimentos e tudo que necessitávamos para viver. Não era da maneira que queríamos, pois seria mais fácil se tivéssemos um bom emprego e comprássemos tudo, mas Deus deixou que naquele momento fosse diferente e que contássemos com a ajuda das pessoas. Foi humilhante, doído, mas necessário para nosso crescimento e o Irmão Gilmar ajudou muito e sempre nos lembrava de que um dia tudo isso ia passar, pois Deus estava no comando e não queria nosso sofrimento. O ponto culminante aconteceu quando estávamos devendo quase cinco meses de aluguel e alguém da imobiliária foi nos avisar de que estavam entrando com o processo de despejo, pois não era mais possível esperar pelo pagamento atrasado. Quase entramos em desespero! O que fazer? Para onde correr? Como arrumar dinheiro? E nossos filhos? Não podíamos ir para a rua com três filhos pequenos. Fomos à igreja e conversamos com o Irmão Gilmar, choramos junto e rezamos insistentemente até o final da missa e depois continuamos lá, nos bancos da igreja, sem saber o que fazer e ainda chorando. Eu me lembro que estávamos nós três, eu, a Rê e a Thaís, nossa filha que era bem pequenininha, o Irmão Gilmar e mais atrás, no fundo da igreja, três mulheres que entraram para rezar. Eu estava cansado e tinha chegado no meu limite para aquela situação e fui até a capela do Santíssimo, ajoelhei-me em frente ao Sacrário e disse para Jesus que eu não agüentava mais, que não dava mais para suportar e como não tinha como pagar o aluguel que estava desistindo de tudo, de rezar, de ir à igreja e que iria embora para esperar ser despejado. E tudo isso eu disse chorando muito, desabafando com Deus, abrindo meu coração como nunca havia feito antes. Levantei e fui chamar a Rê para irmos embora, mas o Irmão Gilmar estava preocupado conosco e não queria que saíssemos de lá assim, tão nervosos e continuava pedindo para termos fé que Deus iria agir. Nesse momento, as mulheres que estavam rezando no fundo se aproximaram e disseram que ouviram boa parte da nossa conversa e perceberam que era grave a nossa situação. Pediram também que aguardássemos dez minutinhos que elas voltariam para nos ajudar. Bem, para quem estava esperando há tanto tempo, dez minutos não era nada, e ficamos ouvindo o Irmão tentando nos acalmar. Logo em seguida as mulheres chegaram com seus maridos e com o padre Donizete e para nossa surpresa, chegaram com a ajuda que precisávamos. Os maridos confirmaram com o padre quem éramos, a situação em que nos encontrávamos e juntos, resolveram pagar os aluguéis atrasados. Foi impressionante! Um verdadeiro milagre em nossa vida. Passamos do inferno ao Céu em minutos. Imediatamente, me dirigi a capela e fui, muito arrependido e sem graça, retirar tudo que havia dito minutos antes para Jesus. Continuava chorando, só que agora era de alegria. No dia seguinte, logo pela manhã, fui à imobiliária com o Jaime (um dos maridos) e pagamos tudo. E como Deus sempre faz a obra completa, eles continuaram pagando nosso aluguel até que eu arrumasse um emprego, o que de fato aconteceu alguns meses depois.

Milagres acontecem para aqueles que acreditam. Se você está passando por um momento difícil, que parece sem solução, não se desepere, acredite, Deus está vendo tudo e não te abandonará. Coragem! Deixo aqui um agradecimento especial ao padre Donizete e a esses casais que muito nos ajudaram: Jaime e Ângela, Walter e Marli, Lelo e Sílvia e claro, ao querido amigo Gilmar que hoje é padre graças a Deus. Sem sua fé e força acho que não conseguiríamos. Que Deus o abençoe sempre!


"Amigos são para sempre, como Eterno é nosso Deus. Como amigos diremos até breve e não adeus".

Anjos da Guarda...eles existem!


Moramos aqui em Itanhaém há quase cinco anos e deixamos em São Paulo, nossa cidade natal, parentes, filhos e muitos amigos. Entre esses amigos, um casal especialmente amigo. Digo, especialmente porque eles foram e são muito especiais na nossa vida ainda hoje. Sabe aquelas pessoas que, pode passar o tempo que for e a gente não consegue esquecer? Então, eles são assim... especiais, queridos, gente boa mesmo daquelas que a gente não se cansa de estar junto. Falo do Paulo e da Rita. Eles são dentistas em São Paulo e trabalham muito prá manter os 3 filhos na faculdade e ainda servem a Deus na comunidade. Posso dizer também, com muita tranquilidade, que são nossos anjos da guarda!
Durante certo tempo, eu e minha família passamos por uma situação financeira muito difícil, dessas em que tudo (de ruim) acontece ao mesmo tempo e, naquele tempo a gente ainda não conseguia lidar muito bem com a situação com serenidade, porque nunca havíamos passado por situação semelhante, com tanta dificuldade.
Bem, o Paulo e a Rita nessa época tocavam num ministério de música, me lembro bem... “Som do céu” e eles eram muito bons. Ainda começávamos nossa longa caminhada na RCC e naquela época havia muitos congressos, cenáculos, enfim muitos eventos da RCC em São Paulo e nós acompanhávamos com muita euforia tudo aquilo. Pra mim, Paulo e Rita e todo o resto da banda eram inacessíveis, distantes. Mas, por um acaso eles eram da mesma comunidade paroquial que a nossa e fatalmente começamos a nos conhecer melhor. Eu tocava violão e acabou que eu e o Marcos fomos cantar nas missas e o Paulo e a Rita tocavam e cantavam nas missas também. Por um bom tempo eu não acreditava que poderia ter uma amizade legal com eles, por que vivíamos uma situação muito, muito difícil e não dava pra fazermos parte do grupo de amigos deles devido nossa situação financeira (era o que nós pensávamos). Mas como pra Deus nada é impossível e quando Ele quer não adianta a gente discutir, aconteceu que fomos nos aproximando cada vez mais a partir das dificuldades lá de casa.
Estávamos numa situação tão delicada que não podíamos nem comprar o alimento necessário pro dia a dia. A Thaís era muito pequena, tomava muito leite com Nescau e muitas vezes nós não tínhamos como comprar, pois estávamos desempregados, as contas foram acumulando, tentávamos pagar o aluguel, várias vezes cortaram a luz, a água, enfim, o dinheiro não dava e nossa vida era muito complicada. Mas nunca nos afastamos de Deus, pelo contrário, era só o que nos restava. Não saíamos da igreja.
Lembro-me que nas missas e nos grupos de oração eu chorava muito, me sentia perdida, sem solução pros nossos problemas e as pessoas da comunidade ficaram sabendo da situação (talvez porque eu chorava frequentemente) e se dispuseram a nos ajudar. Um dos primeiros casais que foi a nossa casa levar alimento, quem diria, foi o Paulo e a Rita e ainda me lembro que a Páscoa estava chegando e eles levaram até ovos de Páscoa pros nossos filhos (a Fernanda e o Marquinhos eram pequenos ainda). Lembro-me também que não acreditei quando os vi no portão da minha casa, da minha humilde casa levando aquele monte de coisas. Desse dia em diante a amizade foi crescendo, a imagem que eu tinha deles de pessoas diferentes de mim foi se apagando e sempre que nos encontrávamos conversávamos bastante e gente, vocês não sabem como é bom conversar com eles! A Rita é a delicadeza em pessoa e tem uma sabedoria que vem de Deus mesmo, pessoa de oração, que transmite segurança e que tem muita firmeza nas decisões, tem o dom da oração e o dom de acalmar tudo o que tiver atribulado. O Paulo, meu Deus, o que dizer do Paulo... pessoa gentil, boníssima, correta, solícita, de um humor ímpar (a gente ri muito com ele) e um homem de Deus que canta e toca violão como ninguém e toda vez que me via chorando ele cantava pra mim uma canção que diz assim: “... Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos, Deus faz novas todas as coisas!...” E de tanto que eu chorava essa canção se tornou um hino a mim e uma profecia também. Deus fez maravilhas na minha vida, ainda faz e fará novas todas as coisas.
Tenho a dizer que aprendi demais com esse casal e com seus filhos (Bruna, Mirella e Breno). Morro de saudades deles, das conversas, das canções, das festinhas na casa deles, aliás, ninguém faz festa como eles e admito que me enganei quando achei que eles eram muito distantes do meu mundo. Ao contrário, são pessoas muito próximas de todo tipo de gente, sem discriminação e principalmente sem olhar se temos dinheiro no bolso. Foi um tempo muito difícil e de muita humilhação pra minha família devido à falta de dinheiro e a falta de tudo, mas mesmo assim através deles conhecemos muitas pessoas de Deus e todas foram muito solidárias conosco durante esse tempo difícil. Conhecemos um coral católico inteiro (umas 60 pessoas) e fizemos parte dele durante um bom tempo. Quanta gente boa nesse coral... "Cantores da Glória", que saudades!
Amamos vocês e fiz questão de falar de vocês no blog porque continuam, apesar da distância, sendo muito importantes na nossa vida.
Vocês são inesquecíveis e que Deus os abençoe muito a cada dia!
Resolvi escrever sobre esses meus amigos hoje, porque me senti meio angustiada e triste devido a alguns problemas que aconteceram e estão acontecendo comigo nessa semana, mas que em nome de Jesus serão resolvidos da maneira que Ele quiser e acabei chorando. Daí lembrei-me da música, deles e dos bons amigos que deixamos em Sampa.

Anjos da Guarda também são pessoas que Deus coloca no nosso caminho prá mostrar a direção certa a ser seguida, através de palavras, ações ou simplesmente prá mostrar com a vida que tudo é possível aos olhos da fé.
Que Deus abençoe a todos!

domingo, 11 de maio de 2008

Aprendam com as crianças



Este vídeo é antigo, foi feito durante a ECO/92 no Rio de Janeiro, uma Conferência mundial sobre Meio Ambiente com vários países, onde foram apresentadas propostas para a Agenda 21 (um documento com intenções e comprometimentos de melhorias para este século).


A qualidade não é tão boa, mas dá para ver e entender direitinho o que a menina que tem entre 12 e 13 anos falou (tem legenda).


Não é a toa que na Bíblia está escrito: "... Jesus, porém, chamou-as e disse: Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas" (São Lucas 18,16).
Não há muito o que dizer, o vídeo mostra uma menina falando como deveríamos agir.

Devemos respeitar o próximo, pensar com carinho naqueles que virão depois de nós. Nem sempre é fácil, temos o costume de pensar egoisticamente, talvez por instinto de sobrevivência, mas quando passamos a pensar e agir em favor do próximo o nosso coração se alegra e aí começamos a ser pessoas livres, de todo desamor, do preconceito, da maldade e de tudo aquilo que nos faz mal. Por isso as crianças são puras, porque mesmo quando se irritam é por pouco tempo, logo esquecem e começam a brincar novamente. Não guardam mágoas nem rancores. Exatamente como Deus quer que todos nós sejamos.


Que tal aprendermos com as crianças?

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